domingo, 25 de novembro de 2007

O que é...... Mulher

Alguém que sabe resolver problemas melhor que nós, homens

Calma, este não é um tratado sobre razão e emoção. Nem uma guerra de testosterona versus
estrógeno, ou estresse contra TPM. Biologia e fisiologia à parte, existe algo que eu venho, há
anos, constatando no mercado de trabalho, e que cada dia me parece mais óbvio: homens são
ótimos para encontrar explicações e mulheres são ótimas para resolver problemas.
Antes que possa parecer o contrário, as duas coisas são positivas. Desde tempos imemoriais, a
classe feminina sempre se encarregou daquelas tarefas muito nobres, mas pouco reconhecidas,
como proteger os filhos, cuidar das plantações e garantir a continuidade da vida doméstica.
Ao assumir essas funções vitais, as mulheres deram aos homens um bem de inestimável valor:
tempo. Aí, os homens usaram esse tempo (ou, pelo menos, parte dele) para procurar
explicações para os mistérios da natureza. E foi dessas explicações que derivaram todas as
ciências e todas as grandes descobertas da humanidade.
Quando as empresas surgiram, os homens, que tinham mais tempo livre, assumiram o
comando dos negócios. E, além do inegável progresso, legaram para a posteridade algumas
heranças puramente masculinas: a burocracia (artimanha para retardar uma decisão), a
delegação (arte de deixar que alguém resolva) e as reuniões (a busca da cumplicidade). Até
que o século 20 chegou, e com ele a globalização e a necessidade de mudanças cada vez mais
rápidas. Num mundo assim, onde cada segundo passou a ser vital, resolver tudo rapidamente
e, acima de tudo, corretamente, tornou-se a prioridade número 1 das empresas. E isso
beneficiou a mulher. É claro que homens também resolvem e mulheres também explicam,
mas, historicamente, isso sempre ocorreu mais por uma questão de adaptação do que de
especialização. Não que, de repente, os homens vão se render, entregar os crachás e filosofar
em outra freguesia. O mundo nunca progrediu de maneira uniforme. Mas os ventos da
mudança já estão soprando. Até 60 anos atrás, "secretário" era uma profissão eminentemente
masculina. Agora, é esmagadoramente feminina. Simplesmente porque os chefes homens
perceberam que precisavam de alguém capaz de resolver todas aquelas questiúnculas do dia-a-
dia. E secretários não eram bons nisso. Eram mais de explicar por que as decisões não
puderam ser tomadas.
O resto foi conseqüência. Nos últimos 20 anos, a presença da mulher se expandiu
geometricamente no mercado de trabalho. Como não se espera que o ritmo das mudanças vá
desacelerar no século 21, a capacidade de saber resolver, rapidamente e com precisão, será um
fator cada vez mais valorizado. O que me leva a concluir que as mulheres dominarão o topo
da hierarquia das empresas. É apenas uma questão de "quando", porque elas ainda
encontrarão muita resistência. Mas, num dia não muito distante, um homem vai receber na
maternidade a notícia de que sua mulher acaba de dar à luz. "É uma menina", anunciará a
enfermeira. E o paizão, transbordando de felicidade: "Maravilha! Vai ser CEO!". Mas a boa
notícia é que a classe masculina também sobreviverá, e bem, fazendo o que sabe: em funções
de apoio, traçando estratégias e pesquisando. Os homens só não precisarão mais explicar porque chegaram tarde em casa. Porque suas esposas chegarão depois deles.

Ps: Quem escreveu isso foi um "CUECA"

Max Gehringer

Izaneide Lima

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